Como desenvolver uma Black Friday omnichannel?

Os clientes demandam integração dos canais. O varejista que estiver preparado irá obter melhores resultados Em dez anos, a Black Friday deixou de ser considerad…

Por VTEX27 de fevereiro de 20236 min de leitura
Como desenvolver uma Black Friday omnichannel?
Como desenvolver uma Black Friday omnichannel?

Os clientes demandam integração dos canais. O varejista que estiver preparado irá obter melhores resultados


Em dez anos, a Black Friday deixou de ser considerada um evento de promoções questionáveis no varejo online para se tornar a segunda principal data comercial do mercado brasileiro, atrás apenas do Natal. Nos últimos anos, especialmente, o varejo físico abraçou a data, seguindo o comportamento do consumidor, que busca oportunidades interessantes e, muitas vezes, aguarda a Black Friday para realizar alguns de seus desejos.


De acordo com a GfK, 92% dos clientes pretendem participar da edição 2019 da Black Friday e 76% afirmam participar todos os anos. Em categorias como eletroeletrônicos e celulares, esse é o momento de fazer um upgrade em seus equipamentos, aproveitando os lançamentos de fim de ano.


Para se preparar bem para a data, o varejo precisa levar em conta que, hoje, a Black Friday é um evento omnichannel: 23% dos consumidores acreditam que a possibilidade de retirar na loja um produto comprado online é um aspecto muito importante para a decisão de compra. Por isso, o varejista precisa planejar preços, estoques, produtos, campanhas e ações de mídia não somente nos pontos de contato digitais, mas também nas lojas físicas. E, cada vez mais, garantindo que exista uma integração real das ações online e offline. Se o consumidor é omnichannel, o mínimo que o varejo precisa fazer para conquistá-lo e seguir o mesmo caminho.


Para entregar uma experiência omnichannel que conquiste os consumidores e aumente suas vendas, os varejistas precisam estar atentos a três vetores de uso de tecnologia:


1 – Prateleira infinita


A prateleira infinita é o processo pelo qual o cliente, dentro da loja física, consegue acessar o estoque online do varejista. Normalmente, é utilizado para complementar uma venda feita no PDV com um produto de baixo giro que não está disponível na loja física. Para grande parte dos varejistas, esse é o primeiro passo em uma integração omnichannel, pois, do ponto de vista de tecnologia, demanda apenas a visibilidade da posição do estoque online nas lojas físicas. Como essa é uma experiência de mobile checkout na mão dos vendedores, é preciso equipar o pessoal da loja com tablets ou celulares, treiná-los para utilizar o estoque do e-commerce para a venda de itens de cauda longa e comissioná-los por essas vendas. Dessa forma, os profissionais se engajam, pois percebem que têm a disposição não somente os produtos que estão na loja, mas todo o mix do site.


2 – Omnichannel fulfillment


O segundo vetor de implantação do omnichannel é mais complexo, mas tem um potencial maior de redução de custos e satisfação dos clientes. Quando a loja física passa a fazer parte da logística de entrega dos produtos, é possível diminuir fortemente os custos de operação e os prazos de entrega. Por outro lado, passa a ser necessário integrar os estoques das lojas físicas com a operação online e contar com um orquestrador OMS que calcule qual é a melhor solução de delivery para cada pedido. Para isso, o sistema leva em conta estoques das lojas, prazos de entrega e custos logísticos. Na VTEX, o OMS faz com que o e-commerce se torne o marketplace das lojas físicas: cada PDV passa a ser um seller e, com isso, passa a ser possível entregar a melhor experiência para o cliente.


No omnichannel fulfillment, a loja física pode ser um ponto de retirada de produtos comprados online (“clique e retire”) e também pode ser um hub logístico para a entrega de pedidos para clientes nas proximidades. Nesse caso, o estoque do PDV passa a ser usado também para o picking e delivery dos produtos. Esse é um modelo positivo também para shopping centers, uma vez que aumenta a venda das lojas físicas que remuneram o mall. No varejo, esse modelo exige o engajamento dos vendedores para que eles também atuem no picking dos produtos. É preciso remunerá-los por essas vendas.


3 – PDV Omnichannel


É quando a experiência online passa a ser entregue também na loja física, em uma evolução da prateleira infinita e do omnichannel fulfillment. Para que o PDV omnichannel aconteça, é preciso equipar os vendedores com devices que permitam fazer a venda do início ao fim, mostrando produtos, colocando-os no carrinho mobile, fechando a venda e realizando o pagamento, tanto para itens disponíveis na loja quanto para produtos que sejam trazidos do CD para a loja ou entregues diretamente ao cliente. Ao chegar a esse ponto, o varejista já terá uma equipe de profissionais que transita livremente entre o online e o offline. Mais ainda: a visão de negócios da empresa não é mais de canais separados, e sim de integração de pontos de contato para que as necessidades do cliente sejam atendidas. Quando se coloca o cliente no centro do negócio, o varejo chega a esse nível.


Na Black Friday de 2018, 52% dos clientes compraram online e somente 7% utilizaram tanto o online quanto as lojas físicas. Em 2019, a expectativa é que 37,5% dos clientes sejam somente online e 25% sejam omnichannel. O recado é claro: o cliente demanda a integração dos canais. O varejista que estiver preparado irá vender mais e obter melhores resultados.


Para ajudar os lojistas, a VTEX criou uma série de conteúdos abordando aspectos da gestão de lojas online e também integração com o mundo físico. Confira todos eles no hotsite VTEX Black Journey 2019


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