Abrindo as portas do Brasil à empresas internacionais – cross border e como trabalhar com e-commerces estrangeiros

Como país em desenvolvimento, o Brasil continua oferecendo um grande potencial para empresas internacionais que desejam vender serviços ou produtos diferenciado…

Por PagBrasil PagBrasil27 de fevereiro de 20238 min de leitura
Abrindo as portas do Brasil à empresas internacionais – cross border e como trabalhar com e-commerces estrangeiros
Abrindo as portas do Brasil à empresas internacionais – cross border e como trabalhar com e-commerces estrangeiros

Como país em desenvolvimento, o Brasil continua oferecendo um grande potencial para empresas internacionais que desejam vender serviços ou produtos diferenciados. A tarefa de internacionalização, hoje em dia, foi simplificada pelo e-commerce, que oferece a oportunidade de testar o mercado sem a necessidade de montar uma sede local e apostar em um setor em expansão. Nos últimos anos, o e-commerce brasileiro passou por uma excelente fase, com crescimento anual na casa dos dois dígitos.


Apesar da desfavorável situação político-econômica que abalou o país nos dois últimos anos, resultando em um notável enfraquecimento da economia, que passou da 6ª posição no ranking de PIB por país em 2014 para a 9ª em 2016, o setor de e-commerce conseguiu manter uma tendência de crescimento. Isso vai na contramão do varejo físico, que sofreu queda nas vendas. Um dos motivos para justificar esta diferença entre o varejo físico e o online é a própria crise econômica, pois cada vez mais os compradores pesquisam preços na Internet para encontrar a mercadoria desejada ao melhor preço e com as melhores condições de pagamento.


Com uma previsão de crescimento entre 12% e 15% em 2017, o mercado de e-commerce brasileiro continua sendo uma boa aposta para comerciantes nacionais e internacionais. Cabe destacar que, segundo dados do E-bit, 54% dos consumidores online brasileiros já realizaram pelo menos uma compra em sites internacionais, sendo as categorias eletrônicos, moda e acessórios, informática e telefonia/celulares as mais populares entre os compradores. No entanto, realizar vendas cross-border para o Brasil pode ser um desafio para empresas internacionais. O desconhecimento das particularidades do país, como o comportamento dos consumidores, métodos de pagamentos utilizados, legislação, alfândega, estrutura tributária e restrições no câmbio e nas transferências de fundos internacionais acentuam as dificuldades. Contudo, conquistar o mercado de e-commerce do Brasil é uma grande oportunidade e é possível seguindo um planejamento adequado. A seguir, as melhores práticas para aproveitar todo o potencial do mercado.


Começar a vender cross-border


Para testar o potencial do produto ou serviço oferecido no mercado brasileiro, é recomendável iniciar as vendas de forma cross-border, ou seja, do exterior para o Brasil. Em uma primeira fase, basta localizar o site e oferecer a possibilidade de pagar com formas de pagamento brasileiras. Esta é uma das necessidades essenciais para chegar a uma maior parcela dos consumidores. Apesar de ser a primeira escolha para pagamentos online (quase 70% de todas as transações), a grande maioria dos cartões de crédito emitidos no Brasil somente estão habilitados para pagamentos no país e em moeda local.


Além disso, aproximadamente um terço dos compradores online brasileiros escolhem pagar via boleto bancário ou outras formas de pagamento nacionais. A popularidade do boleto pode ser justificada pelo elevado número de consumidores que não possui cartão de crédito e nem mesmo uma conta bancária. Estima-se que 55 milhões de adultos no país não possuem conta em nenhum banco.


Outro fator importante a se ter em conta é que os brasileiros estão habituados a parcelar suas compras. Entre os compradores que escolhem pagar com cartão de crédito, praticamente 75% deles opta por pagar de forma parcelada. De acordo com o relatório Webshoppers, do E-bit, no ano passado a média do e-commerce brasileiro foi de 2,4 parcelas. No entanto, é prática comum optar por pagar em mais vezes, sendo que pagamentos entre 4 e 12 parcelas são utilizados por aproximadamente 33% dos e-consumidores.


Empresas internacionais sem uma entidade brasileira não podem contratar os meios de pagamento locais diretamente com bancos e adquirentes no país. Por isso, parceiros como a PagBrasil podem ajudar os comerciantes internacionais a aumentar as vendas no Brasil ao oferecer os mais variados métodos de pagamento nacionais e a possibilidade de receber pagamentos em reais em seus sites.


Com esta primeira etapa, os comerciantes têm a possibilidade interagir com os compradores para entender como estes se comportam e o que esperam do seu negócio. Desta forma, podem definir as melhores estratégias para avançar com a operação local. Após adquirir conhecimento do mercado, chega a hora de dar mais um passo.


Estabelecer parcerias com empresas brasileiras


Estabelecer parcerias com provedores locais é essencial para viabilizar o crescimento do negócio no país, principalmente no que diz respeito a prestadores de serviços de importação, logística e marketing.


Logística e importação


O Brasil possui um território muito grande e a logística das entregas, assim como o seu custo, é diferente da maioria dos países. Por isso, a logística direta e reversa é outro dos pontos que precisa da atenção do comerciante. Além de ser um elemento fundamental para qualquer e-commerce que não queira sofrer prejuízos com envios e devoluções, vender para outro mercado implica adaptar-se a ele e às suas necessidades específicas.


Uma das dificuldades dos envios internacionais ao Brasil é que, se superado o limite de isenção, o comprador normalmente precisa pagar os impostos correspondentes para receber a compra. Para contornar esta situação, há a possibilidade de trabalhar com a importação em grande escala, utilizando pallets ao invés de envios de pacotes individuais. Posteriormente, o parceiro local se encarrega da distribuição, tornando o processo mais eficiente e barato, além de possibilitar à empresa oferecer um melhor serviço ao seu cliente. Neste sentido, o parceiro será uma peça-chave para ajudar a empresa internacional a desenvolver uma estratégia de logística eficiente no país.


Marketing


A contratação de agências locais de marketing, publicidade e relações públicas também deve ser considerada por comerciantes que iniciem a expansão para o Brasil. Estas possuem um amplo conhecimento do mercado e dos consumidores brasileiros o podem desenvolver estratégias para difusão da marca, bem como dos produtos e serviços oferecidos. A comunicação em português do Brasil é essencial para conquistar mais clientes e para isso é preciso contar com o serviço de profissionais. A experiência de diferentes empresas multinacionais demonstra que a comunicação local por meio de agências de marketing locais é a única maneira de conquistar o mercado brasileiro de forma eficiente e em grande escala.


Investir em infraestrutura local


Depois de um tempo trabalhando com parceiros locais e adquirindo conhecimento sobre o mercado, chega a hora de dar o próximo passo: investir em infraestrutura local. Para isso, os dois principais caminhos são estabelecer uma operação local mediante a constituição de uma empresa no país ou a compra de uma companhia local. Independentemente do caminho escolhido, contar com apoio legal e administrativo será fundamental para cumprir com a alta complexidade de todas as responsabilidades tributárias, bem como com as leis trabalhistas do país.


Estabelecer uma sede nacional é um processo relativamente longo e burocrático, para o qual será preciso contratar uma consultoria especializada local. Porém, quando o negócio atinge uma estrutura sólida e um grande volume de vendas, é uma medida que pode ser necessária para consolidar a posição no mercado brasileiro criando a base para um maior crescimento.


O terceiro passo é opcional e, dependendo do volume de negócio no país, as empresas podem optar por manter a estrutura cross-border com o auxílio de parceiros locais. De todas formas, a necessidade de adaptação é chave em ambos casos, já que para ter sucesso em um novo mercado, o comerciante precisará entendê-lo para trabalhá-lo a seu favor.


Além de oferecer uma ampla gama de métodos de pagamento nacionais, a PagBrasil oferece suporte para a entrada de empresas internacionais no mercado brasileiro. Alex Hoffmann, CEO de PagBrasil, enfatiza: “Ao longo dos anos vimos várias empresas internacionais, de diferentes tamanhos, que não seguiram esta estratégia em três passos. Investiram precipitadamente no Brasil, sem entender a complexidade e os riscos do mercado brasileiro.


Depois desta experiência frustrante e extremamente cara, acabaram fechando a filial no Brasil e mudaram para um modelo cross-border. Por outro lado, também vimos empresas que começaram com um modelo cross-border, aprenderam e cresceram, e hoje possuem uma infraestrutura local com uma quota de mercado significativa”. A PagBrasil oferece serviços de processamento de pagamento tanto para empresas internacionais, no modelo cross-border, como a nível nacional. Desta forma, os clientes da PagBrasil que estiverem preparados para dar o terceiro passo podem mudar do modelo cross-border para o modelo nacional a qualquer momento, sem ter que trocar o provedor de pagamentos nem a integração técnica.



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